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terça-feira, 27 de agosto de 2019

FUNCIONÁRIA DO MEC MORRE ENFORCADA; POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL CRIME SEXUAL


MARINÉSIO DOS SANTOS OLINTO, SUSPEITO DE COMETER O ASSASSINATO, FOI PRESO ONTEM E LEVOU OS POLICIAS ATÉ O LOCAL DO CRIME. FOTO: DIVULGAÇÃO

O corpo de Letícia Sousa Curado, funcionária terceirizada do Ministério da Educação, foi encontrado hoje pela Polícia Civil do Distrito Federal. Marinésio dos Santos Olinto, suspeito de cometer o assassinato, foi preso ontem e levou os policias até o local do crime. A mulher, de 26 anos, estava desaparecida desde a última sexta-feira.

A Universa, Fabricio Augusto Machado, delegado que investiga o caso, disse que a mulher foi morta após aceitar carona do cozinheiro. No caminho, ela teria resistido às investidas sexuais do investigado, que a enforcou até a morte. Na companhia da advogada, ele levou os policiais até o corpo, que estava em uma manilha às margens da estrada, no sentido Vale do Amanhecer.

A polícia chegou até o suspeito após imagens do circuito interno de segurança de uma rua na região do Arapoangas, em Planaltina, registrar o carro dele em frente à parada de ônibus onde a jovem estava. Eles conversam por dez segundos e Letícia entrou no veículo. Depois, ela não foi mais vista.

Segundo o delegado, a principal suspeita é de que Olinto tenha oferecido o serviço de transporte irregular para Letícia e cobrado R$ 5 pelo trajeto até a Esplanada dos Ministérios.

“Antes de encontrarmos o corpo, a delegacia de Planaltina tratava esse caso como sequestro. O suspeito disse que comprou tudo por R$150 e apesar das imagens, nega que a jovem teria entrado no carro”, disse o delegado.

Olinto não tem passagens pela polícia, é casado, trabalha como cozinheiro em Planaltina e tem uma filha de 16 anos. Na delegacia, ele contou que foi levar a filha ao colégio por volta de 7h e, às 9h, foi pra casa da irmã, uma chácara que fica no Vale do Amanhecer, também em Planaltina. O homem não soube explicar pra polícia o que fez durante essas duas horas.

Marinésio ficará preso temporariamente por 30 dias. Leticia era casada há oito anos e tinha um filho de três. A Universa, o marido da vítima contou que a família suspeitou que algo estava estranho quando ela não apareceu para almoçar com a mãe, por volta de 12h.

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