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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

PLANO DIRETOR DE NATAL AINDA TEM MUITO CHÃO PELA FRENTE, DIZEM ESPECIALISTAS.

Essas e outras opiniões fizeram parte de debate no programa “Agora é Show”, da Agora 97,9 FM, nesta segunda-feira

            Alexandro Ferreira, professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN

Redação

O Plano Diretor de Natal tem ainda um longo caminho a percorrer até concretizar uma atualização que deveria ter ocorrido regularmente a cada 24 meses desde 2007, quando foi feito pela última vez.

De lá para cá, a cidade mudou, influenciada pelo crescimento acelerado de sua região metropolitana e está prestes a ter sua infraestrutura de tratamento de esgoto descolada dos atuais 35% para quase 100%, quando as ligações residenciais estiverem consumadas.

Essas e outras opiniões fizeram parte do cardápio do programa “Agora é Show”, da 97,9 FM, desta segunda-feira, 4, que entrevistou o professor Alexandro Ferreira, do Departamento de Políticas Públicas da UFRN; Clayton Barreto, arquiteto e urbanista e Hugo Medeiros, diretor de Políticas Ambientais do Sindicato da Construção (Sinduscon-RN).

Durantes duas horas, eles refletiram todo o interesse que cerca a retomada das discussões do Plano Diretor de Natal, que deve promover grandes mudanças até na reclassificação das atuais potencialidades dos bairros, o que poderá alterar até os valores futuros de IPTU.

Os entrevistados estabeleceram consenso sobre a importância dessa revisão, mas deixaram claro que há um longo caminho a percorrer dentro da revisão, cujos dados e debates conseguiram caminhar bastante no ano passado, mas ainda deverão se submeter a longos debates a serem retomadas na segunda quinzena deste mês.

“Nem a regulamentação de cinco das 10 Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs), que estavam na pauta de 2007, ainda foram resolvidas”, lembra o professor Alexandro Ferreira. Segundo ele, de lá para cá, o intenso crescimento da região metropolitana de Natal deixou questões que precisam ser novamente equacionadas, o que colorará o tema ambiental entre as prioridades da agenda.

Todos os presentes ao programa concordaram que haverá uma reclassificação dos atuais potenciais construtivos dos bairros da cidade e distorções nesse quesito deverão ser corrigidas.

Mas, antes que isso acontece, avisaram que um longo ritual no âmbito do Conselho Municipal de Planejamento e Meio Ambiente (Conplam) e da Conferência para ouvir grupos mais amplos de entidades e cidadão ainda tomarão boa parte do tempo. Eles acreditam que tudo isso só começará a ser defino no ano que vem, 2020.
A novidade é que, paralelamente ao processo de revisão do Plano Diretor, a Semurb já anunciou que pretende trabalhar também na revisão do Código de Obras de Natal, que lida diretamente com o adensamento habitacional nos bairros.

Agora RN

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