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terça-feira, 23 de outubro de 2018

PARTIDO NOVO ELEGE 20 CANDIDATOS E PODE CONQUISTAR O 2º MAIOR COLÉGIO ELEITORAL DO PAÍS

POLITICA

Desempenho de Amoêdo ficou longe da meta de 5%, mas partido pode fazer história em disputa pelo governo de Minas

(Rovena Rosa/Agência Brasil )

SÃO PAULO - A primeira participação do Novo em eleições nacionais conseguiu colocar o partido no mapa político brasileiro. Foram 20 deputados eleitos, sendo oito federais, 11 estaduais e um distrital. Além disso, o fundador do Novo, João Amoêdo, chegou em quinto lugar na corrida presidencial, com cerca de 2,7 milhões de votos (2,5%) superando nomes mais conhecidos, como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos).

O desempenho ficou longe da meta de alcançar 5% do eleitorado brasileiro, mas o partido pode fazer história ao eleger o governador do segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais. Nos últimos cinco dias de campanha antes da votação, Romeu Zema saiu de 10% da preferência nas pesquisas para 42,73% dos votos válidos registrados no domingo (7).

De "zebra", o empresário passou a ser o favorito na disputa com o senador Antonio Anastasia (PSDB), que teve 29,06% dos votos válidos. Zema tirou da disputa Fernando Pimentel (PT), que ficou com 22,94% dos votos. 

Zema quebrou a tradicional polarização entre PSDB e PT após uma declaração no último debate antes do pleito. O candidato mineiro pediu que "aqueles que querem mudança, com certeza, podem votar aí nos candidatos diferentes, que são o Amoêdo e o Bolsonaro" durante as considerações finais do debate promovido Rede Globo. Vale ressaltar que foi o primeiro - e único - debate que ele participou no primeiro turno. 

A declaração não foi bem recebida pelo diretório nacional do Novo, que disse que a fala de Zema em sugerir voto em Bolsonaro era inaceitável e que ele cometeu infidelidade partidária. Já o diretório estadual afirmou que houve apenas um mal entendido.

"O que eu queria dizer naquele momento era que, em Minas Gerais, quem votasse no Amoêdo e no Bolsonaro estava votando com Zema. Mas já era quase 1h em um dia muito exaustivo e as palavras não foram exatamente essas que saíram", explicou o candidato ao InfoMoney.

Dentre as propostas de Zema para o governo de Minas, estão bandeiras defendidas pelo Novo como a redução da burocracia e o fim das "mordomias e privilégios" dos políticos, além de uma reforma na previdência estadual e enxugamento da máquina pública.

Vale ressaltar que Minas Gerais, ao lado Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, passa por uma das maiores crises fiscais entre todos os estados brasileiros. Em seu programa de governo, Zema afirma que "a busca pelo equilíbrio financeiro deve ser a premissa de qualquer governo que assuma o poder do Estado".

Quando o assunto é previdência estadual, ele aponta que "se nada for feito, os serviços públicos estarão comprometidos e a previdência entrará em colapso, já que os gastos previdenciários, por serem protegidos constitucionalmente, farão com que outras áreas sejam prejudicadas".

Em entrevista ao InfoMoney, Zema defendeu uma agenda de enxugamento de gastos públicos, investimento em eficiência, combate a privilégios e promoção de uma reforma tributária, além da privatização de empresas estatais. Para ele, medidas extraordinárias nas empresas estatais não devem ser utilizadas para sanear as contas públicas.

Caso ele confirme seu favoritismo indicado pela preferência do eleitorado no primeiro turno, o Novo ocupará, pela primeira vez em sua história, um cargo eletivo no Poder Executivo, governando um dos mais importantes estados do País.

Infomoney

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