sábado, 7 de julho de 2018

POLÍCIA PRENDE EM NATAL, MAIOR ESTELIONATÁRIA DO PAÍS

POLÍCIA

A Polícia Civil prendeu em flagrante a estelionatária Adriana Maria Oliveira Furtado, considerada uma das maiores criminosas do país. A prisão ocorreu no fim da tarde desta quinta-feira (5), em um posto de gasolina de Natal. Adriana estava a caminho de Fortaleza, no Ceará. Na mala do carro em que estava, foram encontrados talões de cheque e cartões de crédito em nome de pelo menos dez pessoas. O marido de Adriana também estava no carro, mas a Polícia Civil não encontrou indícios da participação dele no crime.


Adriana Furtado foi flagrada com cheques e cartões de crédito falsos 

Adriana tem 51 anos e, segundo confessou à Polícia, pratica estelionato desde os 18. Natural de Joinville, Santa Catarina, ela estava no nordeste para a realização dos crimes. Em Natal, foram pelo menos dois, em uma mesma agência bancária. A Divisão Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deicor), responsável pela investigação, recebeu a informação da inteligência de outros estados sobre a presença da criminosa. Essa é, em mais de 30 anos da prática, a segunda vez que a mulher é presa. A primeira vez ela cumpriu pena de 1 ano e um mês.

O primeiro golpe aplicado por Adriana foi aos 18 anos, na irmã. Ela contou à Polícia que forjou a assinatura em um cheque da familiar para comprar um vestido de noiva. Depois disso, o crime passou a ser praticado da seguinte forma: com capacidade de persuasão, Adriana ia às agências bancárias, utilizava um nome comum e questionava aos funcionários se não havia cartão de crédito e talão de cheque com seu nome. Os funcionários olhavam se havia algum cartão com o nome apresentado, liam para ela e, a partir disso, ela confirmava. 

"Com a conversa, os funcionários não se atentavam de pedir a documentação. Ela dava nome como 'Maria Aparecida', e era comum alguma correntista com esse nome. Se realmente houvesse um cartão no nome de alguma Maria Aparecida, os funcionários liam o nome completo para pedir a confirmação. Ela confirmava que, sim, se tratava dela”, disse o delegado Marcuse de Oliveira Cabral. “Era uma grande falha de segurança do banco. Tudo era feito somente com a capacidade de persuadir. Não encontramos identidade falsa, concluiu”.

A Polícia Civil ainda não levantou a quantidade total roubada pela mulher nos crimes. No Brasil, ela possui mais de 50 processos judiciais pela prática de estelionato, a maioria nos estados de Santa Catarina e São Paulo. "Era um estilo de vida para ela. Ela vivia disso", continuou Marcuse. Em Joinville, Adriana chegou a comprar uma casa a vista no valor de R$ 3 milhões.

Os investigadores ainda ficaram impressionados com a capacidade de Adriana para captar e memorizar as informações. Segundo contam, Adriana, enquanto conversava com funcionários de banco, conseguia ler nomes de correntistas que tinham recebido cartões ou cheques. Essas listas, na maioria das vezes, estavam na posse do bancário no momento das conversas. 

A partir disso, ela escolhia um nome “certo”, sem risco de errar, e também afirmava ter ido pegar o cartão do marido. “Nos casos ocorridos em Natal, ela percebeu que uma mulher também chamada de Adriana estava com cartão para receber. Disse que era ela e deu o golpe. No mesmo dia, um homem chamado 'Marcos' também estava na lista. Aí ela disse que se tratava do marido dela”, contou o delegado Marcuse. “Depois disso, ela sacou o dinheiro, fez previdência privada e ainda tentou realizar um empréstimo”.

Por: Central de Notícias

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