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terça-feira, 15 de maio de 2018

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS DISCUTE USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO COM ESTAMPIDO

Texto: Marcius Valerius e Foto: Elpídio Júnior (Assessoria de Comunicação da Câmara) 

A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais da Câmara Municipal de Natal se reuniu nesta sexta-feira (11) para discutir os impactos dos fogos de artifício nos animais domésticos e silvestres. E, entre os encaminhamentos, ficou decidido que o grupo de trabalho irá construir uma legislação conjunta escutando todos os envolvidos.

O presidente da Frente, vereador Sandro Pimentel (PSOL), explicou que essa legislação vai beneficiar não apenas os animais, mas também crianças e idosos. Ele enalteceu a importância de haver uma participação de todos para que a legislação seja democrática.

“Concluímos essa reunião da frente com a necessidade de construir, juntos, com a participação de todos, de forma democrática, uma legislação para garantir foguetões para quem gosta, mas também garantir a qualidade de vida e redução do sofrimento dos animais, peixes e aves silvestres. Mas a legislação pretende ir além disso, também pretende proteger crianças e idosos que sofrem com os grandes e constantes barulhos dos foguetões. É uma questão importante para todos”, comentou.

A especialista em comportamento animal, Renata Sousa Lima, observou que os barulhos provocam situação de medo e que podem mudar o comportamento do animal. Ela recomenda que em períodos de maior intensidade, como o das festas juninas, por exemplo, os donos dos animais domésticos passem a segurança aos seus animais e os mantenham em locais com maior isolamento acústico.

“Uma legislação será bem vinda. O nível de estresse elevado trás sérios danos aos animais. O barulho dos fogos é um barulho muito intenso, que causa um efeito de susto e que leva a alteração comportamental do animal. É preciso ter uma conversa com a comunidade para limitar, em termos de frequência, o número de vezes e intensidade do volume do som. Em períodos críticos, enquanto não temos essa ampla discussão, o dono pode manter o animal em um ambiente reduza o ruído sonoro e manter-se calmo para passar segurança para o animal”, aconselhou.

Participaram a reunião da frente representantes de ONGs que atuam em defesa dos animais, representantes das instituições de ensino superior, profissionais ligados à saúde veterinária, além de tutores de animais domésticos.

http://sandropimentel.com.br

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