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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

COMERCIANTES DE PONTA NEGRA PAGAM PELA LIMPEZA DE BANHEIROS PÚBLICOS




O comerciante Marcos Antônio da Silva, 48 anos, gasta mais de R$ 1 mil por mês com a manutenção de dois banheiros públicos da praia de Ponta Negra. O compromisso firmado há dois meses com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), como paliativo à crônica falta de limpeza e conservação dos equipamentos da orla da principal praia urbana de Natal, representa hoje um custo alto no orçamento do empresário.

O “arranjo” feito com o Município, através de um termo de compromisso, prevê que os comerciantes arquem com os custos de manutenção e limpeza dos toaletes – seis ao todo. Três donos de barracas à beira-mar se comprometeram. “Não podemos cobrar pelo uso, pois não nos foi permitido. Mas os custos são pagos por nós”, detalhou Marcos Antônio.

Segundo o comerciante, a promessa era de que a obrigação se encerraria logo após o período de alta estação, já em fevereiro, para que o Município deflagrasse o processo licitatório de privatização dos banheiros ao longo da Avenida Erivan França. “É um custo alto, mas não posso deixar de fazer. Não posso ficar sem banheiros. O gasto que tenho aqui ajuda na permanência dos meus clientes”, explicou o comerciante, que atua em Ponta Negra há 30 anos.

Ele contratou uma funcionária que faz a limpeza diária de dois banheiros. Ao todo, a praia tem seis banheiros, que estão dispostos a uma distância média de 800 metros. “A diária da minha funcionária é de R$ 50. Além disso, gasto outros R$ 50, toda a semana, com materiais de limpeza”, resumiu. O retorno é o aumento do tempo de permanência dos clientes na barraca.

Não muito longe dali, o comerciante Rivaldo Alves Carvalho, 50 anos, também reclama da demora para a privatização dos banheiros. “Estamos há dois meses pagando, do próprio bolso, pela manutenção. Não recebemos qualquer ajuda”, disse. Um dos banheiros cuidados por ele, por sinal, estava fechado. A porta está com defeito. Ele afirma que procurou a Semsur, pedindo o conserto do equipamento, mas não recebeu qualquer resposta. Continue lendo aqui...

Por Jalmir Oliveira

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