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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

PREFEITO DE SOROCABA TEM MANDATO CASSADO PELA CÂMARA MUNICIPAL

O Prefeito José Crespo era acusado de crime de quebra de decoro e prevaricação na confusão após polêmica sobre ex-assessora com a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB).

Por Ana Carolina Levorato e Mayara Corrêa*, G1 Sorocaba e Jundiaí


Jaqueline Coutinho deve assumir o Executivo no plenário da Câmara de Sorocaba (Foto: Zaqueu Proença/Prefeitura de Sorocaba)

Por 14 votos contra 6, o prefeito de Sorocaba (SP), José Antonio Caldini Crespo (DEM), teve o mandato cassado após quase 10 horas de sessão extraordinária na Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira (24).

A decisão foi divulgada às 21h53 desta quinta-feira (24) e é a primeira vez na história da cidade que um chefe do Executivo é afastado do governo. A vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB), vai tomar posse no plenário do Legislativo e será a primeira mulher a assumir o cargo.

O G1 acompanhou a sessão em tempo real. Clique aqui para ver a transmissão.

O mandato de Crespo foi cassado após 14 vereadores votarem a favor do relatório da Comissão Processante que concluiu que houve quebra de decoro e prevaricação na polêmica envolvendo o prefeito e a vice Jaqueline Coutinho (PTB).

O grupo apurou a denúncia do uso de um diploma falso por Tatiane Regina Polis, então assessora direta de Crespo, para assumir o cargo.



Crespo já foi deputado estadual e vereador em Sorocaba. Nas eleições de 2016 recebeu 182.833 votos, o que corresponde a 58,48% dos votos válidos, e foi eleito chefe do Executivo.

Em nota, o prefeito José Crespo afirmou que repudia a decisão da Câmara e informa que vai recorrer à justiça.

"O espetáculo de ilegalidades praticadas pelos vereadores da oposição envergonha o meio jurídico e só pode ser rotulado como vergonha. Além do recurso contra a decisão, providências jurídicas serão tomadas contra as arbitrariedades do presidente da Câmara", afirma a nota enviada por Crespo.

PM entrou no plenário durante votação em Sorocaba (Foto: Fernanda Szabadi/G1)

A sessão

A sessão extaordinária começou às 12h36 com a chegada de todos os vereadores no plenário. Às 12h47, após pedido dos vereadores Francisco França (PT) e José Martinez (PSDB), o relatório final da Comissão Processante foi lido por Fausto Peres (Podemos), por quase duas horas, até as 14h34.

Peres leu o documento que registrou irregularidades na documentação apresentada pela ex-assessora Tatiane Polis, e deu detalhes da reunião entre Jaqueline e Crespo, que resultou na polêmica política.

Em seguida, o vereador João Donizeti (PSDB) leu o inquérito policial, a pedido de Hudson Pessini (PMDB). Na sequência, 12 vereadores a favores do relatório que pedia a cassação do prefeito discursaram por aproximadamente 15 minutos cada um.

Às 17h, o advogado de José Crespo, Ricardo Vita Porto, que defendeu Tiririca em investigação sobre analfabetismo, apresentou os argumentos da defesa e ressaltou que a confusão de Crespo e Jaqueline foi um "fato absolutamente corriqueiro" e que qualquer exaltação é "um fato muito pequeno para que a Câmara perca um dia inteiro".

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